Planejamento Tributário de Fim de Ano para Mentoras e Criadores de Conteúdo

 

Outubro e novembro chegam e muitos criadores e mentoras ainda estão correndo atrás do prejuízo fiscal do ano inteiro. Mas esse também é o momento em que algumas decisões ainda fazem diferença antes de virar o calendário.

Planejamento tributário não é só coisa de empresa grande. Para quem tem CNPJ no Simples Nacional, o que você faz nos últimos meses do ano impacta diretamente a guia de janeiro.

O que ainda dá para ajustar antes de dezembro

Para quem está no Simples Nacional, o Fator R — a relação entre folha de pagamento e faturamento dos últimos 12 meses — é recalculado todo mês. Isso significa que um pró-labore ajustado agora ainda entra na conta dos meses finais do ano e influencia o enquadramento tributário.

Se o seu Fator R está abaixo de 28%, você está pagando alíquota do Anexo V (a partir de 15,5%) quando poderia estar no Anexo III (a partir de 6%). Esse ajuste, feito com antecedência, pode gerar economia imediata nas últimas guias do ano.

Distribuição de lucros: o que é legal e o que não é

A distribuição de lucros é isenta de Imposto de Renda para o sócio, mas ela precisa estar lastreada em lucro real da empresa — ou seja, o que sobrou depois de pagar todos os impostos e despesas. Retirar mais do que a empresa efetivamente lucrou, disfarçando como distribuição, é um erro que pode chamar atenção da Receita.

Ter a escrituração contábil em dia é o que permite distribuir lucros com segurança e sem risco de questionamento.

Notas fiscais pendentes: regularize antes de virar o ano

Se você tem vendas realizadas no ano e ainda não emitiu a nota fiscal correspondente, regularize antes de dezembro. Notas emitidas em atraso geram multas municipais que variam por cidade, e a divergência entre o que foi vendido e o que foi faturado é um dos principais gatilhos de inconsistência na declaração de IR.

Despesas dedutíveis que você esqueceu de registrar

Licenças de software, cursos, equipamentos, assinaturas de ferramentas de marketing, hospedagem de plataformas de curso — tudo isso pode entrar como despesa da empresa, reduzindo a base de cálculo. Mas precisa ter nota ou recibo. O fim de ano é um bom momento para revisar o que entrou na conta e ainda não foi documentado.

Como a Ungest apoia nesse processo

A Ungest faz revisões tributárias de fim de ano com os clientes, identificando ajustes de pró-labore, notas pendentes e oportunidades de enquadramento antes que o calendário feche.

Não espere janeiro para descobrir que pagou mais imposto do que precisava. Fale com a Ungest e faça uma revisão do seu ano fiscal agora.

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