Muitos profissionais que gerenciam campanhas de tráfego pago acreditam que o MEI é o caminho mais rápido para formalizar a atividade. Mas gestor de tráfego não pode ser MEI de forma legalizada, e usar essa estrutura de forma incorreta pode custar caro.
Por que a gestão de tráfego está fora do MEI
A gestão de tráfego pago envolve estratégia, análise de dados e conhecimento técnico especializado, características de uma atividade intelectual. Por isso, não existe CNAE de gestão de tráfego disponível na lista de ocupações permitidas para o Microempreendedor Individual.
O risco de usar um CNAE incorreto
Emitir notas como “consultor” ou “digitador” para tentar se enquadrar no MEI configura desvio de finalidade. O resultado, em caso de fiscalização, é o desenquadramento retroativo do CNPJ e a cobrança de impostos e multas sobre todo o faturamento.
A alternativa correta: Microempresa no Simples Nacional
O caminho seguro é abrir uma Microempresa (ME), estruturada como Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), com o CNAE correto de consultoria em marketing digital ou gestão de campanhas publicitárias, optando pelo Simples Nacional.
O papel do Fator R
Mantendo a folha de pagamento, incluindo pró-labore, igual ou acima de 28% do faturamento, o gestor de tráfego se enquadra no Anexo III, com alíquota inicial de 6%, em vez do Anexo V, que começa em 15,5%.
Benefícios práticos da ME
- Emissão de notas fiscais compatíveis com o serviço realmente prestado.
- Faturamento sem o teto anual do MEI, essencial em meses de lançamentos e grandes contas.
- Possibilidade de contratar assistentes e analistas de tráfego conforme a operação cresce.
Erros comuns
- Abrir MEI com CNAE incompatível para economizar no início.
- Não migrar para ME ao ultrapassar o teto de faturamento.
- Ignorar o Fator R e pagar mais imposto do que o necessário.
Diferenciais da Ungest Consultoria
A Ungest estrutura a Microempresa do gestor de tráfego com o CNAE correto, monitora o Fator R mensalmente e cuida de toda a rotina fiscal enquanto você foca nas campanhas dos clientes.
Conclusão
Formalizar errado custa mais caro do que não formalizar.
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