Quando uma mentora abre CNPJ, uma das primeiras dúvidas que aparecem é: quanto eu devo me pagar todo mês? A resposta importa mais do que parece, porque o valor do pró-labore não afeta só o quanto vai para a sua conta pessoal — ele define diretamente se a empresa paga 6% ou mais de 15% de imposto sobre o faturamento.
O que é o pró-labore e como ele se diferencia da distribuição de lucros
O pró-labore é a remuneração mensal da sócia pelo trabalho realizado na empresa. Ele sofre incidência de INSS (11% sobre o valor, respeitando o teto) e de Imposto de Renda da pessoa física, seguindo a tabela progressiva. Em 2026, quem recebe até R$ 5.000 por mês fica isento do IR, o que tornou o planejamento do pró-labore ainda mais relevante.
A distribuição de lucros é diferente: é a retirada do lucro que a empresa gerou após pagar todos os impostos e despesas. Não sofre IR nem INSS, desde que esteja lastreada em lucro real e documentada corretamente.
Como o pró-labore afeta o Fator R
O Fator R é a relação entre a folha de pagamento da empresa (incluindo o pró-labore da sócia) e o faturamento bruto dos últimos 12 meses. Se esse percentual ficar igual ou acima de 28%, a empresa se enquadra no Anexo III do Simples Nacional, com alíquota inicial de 6%. Abaixo disso, cai para o Anexo V, com alíquota inicial de 15,5%.
Ou seja: um pró-labore muito baixo pode estar custando mais caro em imposto do que o valor economizado na retirada.
Como calcular o pró-labore ideal
Não existe uma fórmula única, mas o raciocínio é: se o faturamento médio mensal dos últimos 12 meses é de R$ 20.000, a folha precisa ser de pelo menos R$ 5.600 (28% de R$ 20.000) para atingir o Fator R. Se a sócia é a única na folha, isso significa que o pró-labore precisa ser de pelo menos esse valor.
Atenção: o cálculo é feito sobre os últimos 12 meses de faturamento, então meses de lançamento com faturamento muito alto podem puxar a média para cima e exigir um pró-labore mais alto para manter o Fator R.
Erros comuns que saem caro
- Definir pró-labore mínimo sem calcular o impacto no Fator R.
- Não recolher o INSS sobre o pró-labore, gerando dívida previdenciária.
- Confundir pró-labore com distribuição de lucros e fazer retiradas sem classificação correta.
Como a Ungest ajuda mentoras nesse planejamento
A Ungest calcula o pró-labore ideal para cada mentora com base no faturamento real dos últimos meses, garantindo que o Fator R funcione e que o imposto pago seja o menor possível dentro da lei.
Quer saber qual é o pró-labore certo para o seu faturamento? Fale com a Ungest e simule com seus números reais.
